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A Páscoa é uma festa
cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. É o dia santo
mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas
e participam de cerimônias religiosas. Ao redor do mundo, a Páscoa é
festejada com alguns costumes que diferem de país para país segundo
as origens. A começar pelo termo Páscoa que tem sua origem hebraica
“Pessach” e significa passagem. Os espanhóis chamam a festa de
"Pascua", os italianos de "Pasqua" , os franceses de "Pâques", o
alemães de "Ostern".
A Páscoa acontece no
primeiro domingo depois da Lua Cheia, que ocorre no dia 21 de marco
ou depois desta data. Mas a data da Lua Cheia não é a real, e sim a
definida pelas Igrejas, que para obter consistência, decidiram
relacioná-la a uma Lua imaginária, conhecida como a "lua
eclesiástica".
Também podemos calcular a data da Pascoa sabendo quando é comemorado
o Carnaval. A Quarta-feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa
e, portanto, a Terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da
Pascoa. Esse é o período da quaresma, que comeca na Quarta-feira de
Cinzas.
Assim, a data da Páscoa pode ser determinada mesmo sem conhecimento
astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo
no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a
Pascoa numa festa "móvel".
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Dicas:
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Use a sua imaginação e torna seu lar num
ambiente bem aconchegante e familiar. |
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Use toalhinhas com jeito de vovó, para enfeitar
a casa no domingão de Páscoa. |
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Pinte com as crianças ovos de Páscoa, elas vão
adorar. |
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Esconder as gostosuras de Páscoa pelo jardim
(ou casa) é uma ótima maneira de alegrar o Domingo de Páscoa. Isso
vale para os grandinhos também! |
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Decore a casa utilizando enfeites de natal como
festões e guirlandas, acrescentando coelhos, cenouras e chocolates. |
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Se reúna com a família e celebre a Páscoa com alegria! |
Aguns símbolos da Páscoa:
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OVOS DE PASCOA -
PÊSSANKAS
Símbolo de vida, renascimento e de recomeço há mais de 3.000
anos, os ovos pintados- ou Pêssankas, como são chamados na
Ucrânia, tem origens na Festa da Primavera, época em que o sol
voltava triunfante eliminando a neve que cobria a rica terra da
Ucrânia. A festa da Primavera era um evento alegre, era acesa
uma grande fogueira no meio da aldeia e todos comemoravam a
chegada de Dajbóh, o Sol, no exato momento do Solstício de
Primavera. Desde o início deste dia o povo estava em festa.
Oferecia seus presentes ao regente Dajbóh e entre os mesmos
estavam as Pêssankas. Nelas estavam gravados os raios de luz que
seriam oferecidos à terra a partir desta importante data do povo
antigo.
Neste tempo anterior ao cristianismo, o povo tinha suas crenças
voltadas para aquilo que via e sentia. Era uma época em que mais
do que nunca, o ucraniano estava ligado à natureza, sua fonte de
vida e energia. Em 988, através do Príncipe Volodymir, a Ucrânia
é batizada nas margens do Rio Dnipró, passando a adotar o
cristianismo como religião oficial. O povo absorveu essa
mudança, mas não aceitou abandonar seus antigos rituais, como as
Festas da Primavera.
A solução encontrada pelo clero foi a adaptação destes antigos
costumes como símbolos cristãos, ou seja, permitiam e até
apoiavam o povo a manter essas tradições consideradas pagãs, mas
lhes incutiam um simbolismo correlato ao cristianismo.
A antiga e tradicional Festa da Primavera, transformou-se na
Páscoa cristã, por se tratar da mesma época. O povo continuava
com os antigos festejos, mas mudava-se gradativamente o sentido
da ocasião festiva. As pêssankas continuaram existindo, o povo
não deixou o costume de colorir ovos para expressar seus
sentimentos, mas o clero religioso fez com que abandonassem as
crenças nos entes da natureza e deviam ser extintos os costumes
tidos como pagãos.
A palavra ucraniana Pêssanka, ou Pyssanka em ucraniano
transliterado, é originada do verbo Pessaty, que significa
escrever. A arte de colorir os ovos ficou assim denominada pelo
fato das pessoas desejarem expressar algo através dos desenhos,
das formas e das cores utilizadas. A produção de pêssankas
tradicionalmente é realizada na última semana da quaresma, final
do rigoroso inverno Ucraniano, quando o povo se prepara para a
chegada da Páscoa e também da primavera.
Entre os símbolos normalmente utilizados, temos como exemplo:
figuras de animais simbolizam riqueza e saúde; figuras de aves -
fertilidade; peixes - cristianismo; flores - amor, felicidade,
caridade; galhos de plantam que não morrem na geada significam
juventude eterna; espigas de milho - fartura e boa colheita;
desenhos de rastelo e escada- casamento; triângulos - trindade;
estrela e sol – símbolo de longa vida; diversas formas de cruz -
imortalidade; ondas e traços contínuos - eternidade e proteção;
girassol- riqueza e prosperidade.
A substituiçãp dos ovos cozidos e pintados por ovos de
chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de
carne animal, por alguns cristãos, no periodo da quaresma. A
versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do
chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de
chocolate aumentar.
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COELHO
A história do Coelho da Páscoa tem várias versões. A mais
conhecida conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os
escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de
Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um coelho passou
correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é quem
trouxe os ovos.
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento, uma nova
vida e a fertilidade, por gerar grandes ninhadas. Alguns povos
da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. Portanto,
especula-se também que ele tenha se tornado símbolo pascal
devido ao fato da Lua determinar a data da Páscoa.
São várias as histórias sobre o surgimento desta tradição, mas a
forma como comemoramos foi trazida por imigrantes alemães em
1.700. E ela é assim: o coelhinho visita as crianças, esconde os
ovos coloridos e no Domingo de Páscoa, logo de manhã, todas saem
para procurar as delícias feitas de chocolate, com tamanhos e
sabores diferenciados.
Por gerar grandes ninhadas, o coelho representa a fertilidade e
o recomeço da vida, simbolizando a capacidade constante da
Igreja de produzir novos discípulos.
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O FOGO
Seguindo as tradições católicas, no Sábado Santo a
celebração é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo
novo". Conta a história que, os agricultores, desprovidos de
tecnologia e de conhecimento, utilizavam o fogo - uma técnica
milenar e primitiva - para limpar o terreno que era destinado ao
plantio. O fogo limpava os espaços do mato com ervas daninhas e
com tudo aquilo que prejudicava ou era obstáculo para o plantio.
Na liturgia cristã, Jesus Cristo é esse fogo que veio limpar o
mundo do pecado, da desesperança e do ódio, pregando o Reino de
Deus e a salvação.
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A ÁGUA
Em nossa vida diária utilizamos esse bem precioso para matar
a sede, para limpar de nosso corpo, a sujeira e suor, para
fazermos comida e para limpeza doméstica. A água é também
alimento principal das plantas e meio de vida dos animais
aquáticos. Para o cristianismo, Cristo é a verdadeira água da
vida, que livra para sempre o homem do egoísmo e da maldade,
purificando e dignificando os homens.
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CORDEIRO
O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da
aliança feita entre Deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei.
No Antigo Testamento, eracelebrada com os pães ázimos (sem
fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do
grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertacao da
escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a
libertação e a aliança de Deus com seu povo.
Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de
Deus com seu povo. No Novo Testamento, Cristo é o “Cordeiro de
Deus” sacrificado uma vez por todas em prol da salvação de toda
a humanidade. É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho,
agora não só com um povo, mas com todos os povos.
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CIRIO
PASCAL
É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia.
Significa que "Cristo é a luz dos povos".
Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego "alfa" e
"mega", que quer dizer: Deus e principio e fim. Os algarismos do
ano tambem são gravados no Cirio Pascal. Simboliza o Cristo que
ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
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ÓLEOS SANTOS
O batismo cristão faz uso de óleos, pois segundo o cristianismo,
o óleo simboliza o Espírito Santo que dá forças e conduz ao
caminho evangelho sagrado. Essa crença tem origem na
antigüidade, quando os lutadores e guerreiros se untavam com
óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças.
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PÃO E VINHO
Foi na última ceia (Quinta-feira Santa), Jesus escolheu o pão e
o vinho para dar vazão ao seu amor. Transformados em seu Corpo e
Sangue, foram oferecidos aos seus discípulos.
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Quaresma
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à
preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias
de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os
40 anos passados no deserto. |
Fonte: Redação Gramadosite
Singificado Maior da Páscoa
A ressurreição de Cristo comove por transcender o desaparecimento
físico, e, de tal modo, que uma série de religiões associa à chamada
ressurreição a mais acalentada esperança do homem: a imortalidade.
Tanto faz como cada religião ou crença denomine o que o cristianismo
chama de Espírito Santo. Ali se concentra um mistério de energia que
impregna o planeta Terra, envolvendo-o numa irradiação de existência
real. Seja espiritual, anímico, mental, psicológico, energético,
esotérico, mistério puro além do alcance da mente, pouco importa.
Significa muito, sim, a certeza de haver uma forma de irradiação e
energia a envolver o planeta Terra a partir da chegada de um ser de luz
como Cristo. Outros seres irradiantes e luminosos houve, há e haverá,
mas é patente, no caso de Cristo, estarmos diante do mais profundo
fenômeno de contato entre dimensões vedadas ao conhecimento da
humanidade. O Espírito Santo é a materialização ou o símbolo dessa força
ligada à vida, que envolveu o planeta a partir da presença do Mistério.
Ele traz a possibilidade da salvação do homem, pela fé e pelo amor.
A fé não é um conhecimento, é um saber. É dimensão de crença, de
transcendência, isto é, estender a imaginação para admitir a existência
de outro plano, e se tornar reverente diante dele por atribuir-lhe o
milagre da vida, da luz, da ordem universal, e por nutrir-se de sua
energia misteriosa e das irradiações de bondade, compreensão e amor.
Banhando o planeta com a energia constitutiva do Mistério da vida, a
figura de Cristo e o episódio de sua paixão, morte e ressurreição
trouxeram ao mundo as energias e vibrações do Espírito Santo, isto é, a
força nutriz, misteriosa e sagrada responsável pela vida. Falo da
celebração de um Mistério no qual vivemos afundados. E, da celebração da
Esperança, em nome da qual somos capazes de elevar - pela fé - coração,
espírito, imaginação, intuição, sentimento e até inteligência, para
proclamar a existência de forças superiores a cujos desígnios
(queiramos, ou não) estamos subordinados.
Condenados a desconhecê-los, precisamos crer.
Fonte: Artur da Távola -
das.culturas@terra.com.br
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