Coluna de Arquitetura & Paisagismo, por Carolina Nunes

 

 

Assunto do Mês: Flores comestíveis

 

Salada com capuchinha e outras flores comestíveis

Já citamos aqui na coluna o emprego de algumas flores comestíveis na culinária (paladar no seu jardim – março 2008). Mas devemos ter cuidados: nem todas as flores são comestíveis (algumas são até mesmo tóxicas!), têm dosagens adequadas e elas devem ser cultivadas, desde o início, para este fim. Uma boa dica é evitar plantá-las na frente de casa ou em locais onde possam ser expostas a produtos tóxicos e contaminações. Outra orientação é protegê-las do contato de animais domésticos, que podem transmitir doenças (não se esqueça de que gatos passeiam por jardins alheios). Se você mesmo vai cultivá-las, não use agrotóxicos. Se você comprar flores no supermercado, mesmo que sejam de uma espécie comestível, compre apenas aquelas que são destinadas para a alimentação, pois foram cultivadas com este propósito (evitando assim pesticidas e produtos químicos).

 

As flores, que geralmente estimulam a visão, ganham novo sentido: o paladar. As espécies ornamentais mais comumente empregadas na culinária são:

 

Rosa grandiflora

Rosa: as pétalas de rosas, além do sabor suave e da beleza visual, acrescentam perfume aos pratos. Usadas em geléias, sorvetes, doces e saladas. A rosa é bastante empregada como decoração de pratos – com a vantagem de ser comestível.

Viola tricolor

Amor-perfeito: lindas e delicadas, as flores do amor-perfeito têm sabor ligeiramente adocicado. Frescas, são consumidas em saladas. Cristalizadas, decoram sobremesas. Ficam ótimas em saladas de frutas e até flutuando sobre ponches.

Hibiscus rosa sinensis

Hibisco: as flores do hibisco são aproveitadas em saladas. Cristalizadas, decoram pudins e sorvetes. O sabor é mais cítrico. Devido a este sabor mais ácido, geléias de hibiscos formam uma combinação agridoce muito especial - e deliciosa.

Tropaeolum majus

Capuchinha: são as flores favoritas das receitas de saladas. São plantas de fácil cultivo e combatem, naturalmente, o aparecimento de pragas. Rica em vitamina C, o gosto da capuchinha é levemente apimentado, lembrando o agrião. As folhas também são usadas em saladas e até a semente é aproveitada: como pimenta ou, conservadas em vinagre, com sabor bem próximo ao da alcaparra (cujo botão da flor é comestível).

 

Há várias outras espécies utilizadas na culinária, como a flor de abóbora, ipê-roxo, cravina, gardênia, calêndula... Aqui vão dicas de sites com receitas (sob responsabilidade dos sites indicados):

Rosas cristalizadas:
http://anamariabraga.globo.com/receitas.asp?id1=5546
Pizza com amor-perfeito:
http://www.livrodereceitas.com/tudocom/pimenta/pita3877.htm
Gelatina de hibisco com salmão:
http://cybercook.terra.com.br/comunidade_livro_receitas_exibe.php?codigo=73711
Salada com bacalhau e capuchinha:
http://tudogostoso.uol.com.br/receita/6041-salada-de-capuchinha.html
Salada com diversas flores:
http://come-se.blogspot.com/2007_11_01_archive.html

 

Boas receitas e bom apetite!

 

 
 

A arquiteta Carolina Nunes é natural de Blumenau-SC.

Formou-se na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e trabalhou, até 2006, em parceria com o arquiteto Egon Belz. Hoje, desenvolve projetos arquitetônicos, de interiores e paisagismo, além de cenografias para campanhas publicitárias.

Professora de Paisagismo e de Desenho em Perspectiva no IBDI (Instituto Brasileiro de Design de Interiores), é também colaboradora de editorial da Revista Nossa (Jaraguá do Sul) e apresentadora do quadro de arquitetura do programa de TV Evidência.


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