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Coluna de Arquitetura & Paisagismo, por Carolina Nunes

 

 

Assunto do Mês: Acerola

A acerola é uma fruta bastante conhecida por seu alto teor de vitamina C, que chega a até 80 vezes a quantidade encontrada na laranja! De coloração vermelha ou até roxa quando madura, com aproximadamente 2cm de diâmetro e amarelas por dentro, apresenta um sabor diferente, dependendo da variedade. Mais adocicado e mais apropriado para o consumo in natura, mas com menor teor de vitamina C, ou mais ácido, mais indicado para sucos e com altas taxas de ácido ascórbico. De qualquer maneira, o sabor é ácido, ainda que por vezes mais leve.
 

A aceroleira, como é chamado o pé de acerola, é uma planta rústica e de fácil cultivo no Brasil. Originária da América Central e norte da América do Sul, desenvolve-se bem em climas tropicais e sub-tropicais, mas não tolera o frio. A floração se inicia nas épocas de alta temperatura e os frutos estão prontos para consumo cerca de um mês depois. Então, em algumas regiões, há frutificação 4 vezes por ano, ou até mesmo o ano inteiro, em alguns cultivos comerciais. Já aqui no Sul, a minha aceroleira frutifica uma vez por ano, no verão, abundantemente. Os frutos podem ser congelados e assim temos suco o ano inteiro. Cinco frutas são suficientes para um copo.
 

A planta é arbustiva, com aproximadamente 3m de altura. Pode ser conduzida, através de poda de formação, como arvoreta, com haste única e eliminando as brotações laterais. Do contrário, é um arbusto denso, ramificado desde a base. O seu crescimento é rápido e a frutificação começa após aproximadamente 2 a 3 anos após o plantio da semente. O solo mais indicado é o argilo-arenoso e o excesso de chuvas prejudica o sabor (e os teores de vitamina C) dos frutos.
 

As folhas são pequenas, de coloração verde-escura brilhante (embaixo, verde-pálido) e apresentam acúleos urticantes em algumas plantas. Isso significa irritação e coceira na pele ao colher uma acerola no pé, mas a sensação logo passa. As flores são rosas esbranquiçadas, com cerca de 1cm, em cachos de 3 a 5 flores.
 

A propagação pode ser feita por sementes, estacas ou enxerto. O primeiro método é mais simples. Cada frutinha possui três sementes. Basta selecionar os “caroços”, colocando-os em um copo e descartando os que boiarem. Devem ser lavados e secados na sombra por dois dias. Depois, semear em saquinhos, com substrato rico em matéria orgânica. A germinação leva cerca de um mês, mas a taxa é baixa: em torno de ¼ das sementes vai germinar. Quando as mudas atingirem 25-30cm, elas estarão prontas para serem transplantadas para o local definitivo. Então, é só esperar para saborear os frutos.

A arquiteta Carolina Nunes é natural de Blumenau-SC.

Formou-se na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e trabalhou, até 2006, em parceria com o arquiteto Egon Belz. Hoje, desenvolve projetos arquitetônicos, de interiores e paisagismo, além de cenografias para campanhas publicitárias.

Professora de Paisagismo e de Desenho em Perspectiva no IBDI (Instituto Brasileiro de Design de Interiores), é também colaboradora de editorial da Revista Nossa (Jaraguá do Sul) e apresentadora do quadro de arquitetura do programa de TV Evidência.


Contato:

R. Presidente John Kennedy, 103 - Centro - Blumenau-SC. CEP: 89010-120
Telefone: 47 84049469
E-mail: email@carolinanunes.arq.br

 

 


 

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