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O sujeito vive na
cidade, viaja o mundo, mas também valoriza o seu aconchego.
Dentro de casa ou no trabalho, ele quer sustentabilidade, peças
de design, materiais nobres, seus objetos trazidos de viagem,
revestimentos de demolição e um móvel de família. E ainda tem
como referência um ambiente modernista. Parece uma missão
impossível coordenar tanta mistura. Mas atentos a essa
tendência, os arquitetos estão traduzindo o mix em ambientes de
identidades pessoais, sem perder a elegância.
Atualmente, os interiores aceitam um contraste interessante
entre elementos sofisticados e simples, tecnológicos e rústicos,
industrializados e artesanais, cosmopolitas e locais, antigos e
atuais. As combinações inusitadas fazem um estilo mais livre,
que quando bem executado, se traduz em um ambiente original.
Assim, não há problemas em gostar de móveis antigos e o ambiente
não precisa parecer um antiquário por causa disso. Projetos que
misturam uma cadeira da bisavó com um souvenir de viagem, por
exemplo, vem ganhando espaço. É um resgate que evoca a memória e
ajuda a contar a história da própria vida. Os elementos podem
ser bem dosados dentro de uma base contemporânea e isso acaba
criando um ambiente de personalidade.
No exemplo das fotos, há vários móveis garimpados da família: a
televisão, a caixa registradora, a poltrona... Podemos ver
também a geladeira antiga com um pinguim kitsch trazido de
viagem, o presente de um amigo sobre a mesa... E ainda assim,
temos um ambiente predominantemente clean e atual.
Outra combinação cada vez mais em alta está relacionada com a
sustentabilidade. Será o assunto da próxima coluna. |